domingo, 9 de novembro de 2008

Sentidos

Meu mundo tem formas, cores, tons..
são todos diferentes, são todos únicos..
minha vida tem filosofias, minha vida tem sofrimentos desabafados e guardados..
meu coração tem máguas e alegrias, as alegrias que me fazem sorrir do nada de vez em quando.
Meu sorriso tem mistério, e tem sinceridade.. tudo depende. sempre depende.
Minha mão tem compania, a compania da tua.
Minha boca tem a tua pra se unir nas horas vagas, nas nem tão vagas assim...
Minha cabeça tem dúvidas, mas tem certezas também.
Algumas certezas que não tem coragem de ser ditas.
Meu mundo tem fantasmas, aqueles da minha mente.
Aqueles fantasmas que, quanto mais medo de vê-los eu tenho, mais eles parecem maiores.
Esses fantasmas que me atormentam e que eu não tenho coragem de chegar perto pra ver se não eram apenas imaginação minha.
Meu coração tem compassos, e ele os alterna.
Meu coração é teu, e acelera todas as vezes que tu me faz um mínimo carinho.
Minha alma é jovem. Mas até que ponto ela já amadureceu?
Às vezes me sinto criança e às vezes me sinto envelhecida demais.
Minha alma sente a tua, e a tua deixa.
Eu sou um misto de formas de vida, o meu olhar é parado, às vezes agitado.
Meu olhar é o que me condena, meu olhar é sincero.
E é com essa sinceridade que meu olhar, desprotegido, encontra o teu.
E nada mais, nesse momento, é meu.

Meu amor é grande, meu amor me carrega..
E meu amor é teu. Simplesmente e somente teu.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Jeitos e sonos.

Uma prima minha que dorme aqui às vezes anda sempre com uma cara de agito e treme as mãos freneticamente com ar de pressa sempre que vai contar uma novidade. Quando acorda, te olha com uma cara de confusa e braba e depois ri, como se desse de conta que aquela cara de braba era desnecessária.

Meu pai caminha falando, não para de falar um minuto. Sempre arruma alguma coisa fora do lugar e me chama a cada 5 segundos para eu fazer alguma coisa. Por exemplo agora. Quando chochila no sofá sua cabeça pende para frente e então ele acorda de supetão. Se ele vê que tu tá olhando, faz uma cara séria. É engraçado. Fora isso eu nunca vejo ele acordar nem dormir. nunca. Ele acorda antes de todo mundo e quando dorme, é de porta fechad. Eu sei que ele escuta rádio.

Minha mãe não acorda. Se acorda, fica carinhosa e faz uma carinha de coitada. Ela anda cantando música brega pela casa e dançando. Adora cantar em inglês e francês.. ou melhor, tenta. É super inteligente mas às vezes faz umas coisas esquisitas. Às vezes ela não tem muitos escrúpulos. Quando dorme a sala vendo um filme, ou algo do tipo, ninguém tira ela do sofá. Eu posso chamar no mínimo 5 vezes, ela não sai de jeito nenhum. Ela adora mudar o seu despertador para as coisas cada vez mais irritantes. E dá risada disso, principalmente da irritação do meu pai.

Minha irmã mais velha, a mais mais velha, sendo que eu sou a caçula de três, é bem culta. Estuda que nem uma condenada e tem algumas manias organizativas bem esquisitas. Arquiva, arquiva, arquiva. Em sequências e ordens e... Bem, quando dorme, dorme normal e se tu fala alaguma besteira ou faz algo que a acorde, ela larga um "cala a boca, tchê.." autoritário que faz tu até se sentir mal. Sem falar de quando ela resolve falar dormindo. é interessante, porque uma vez ela não sabia francês e estava conversando em tal língua durante o sono. o.O

A outra irmã, a do meio, é super alegre e sei lá. é bem louca, faz faculdade de artes. Mas não se engane, ela tem a cabeça no lugar. Pensa muito, mesmo que às vezes pense demais. Quando dorme, bem. Ela dorme em qualquer lugar. E dorme do nada também. Quando eu tento acordar ela de manhã, é aquele velho "já vo, já vo" com uma voz de bebada.. Ela te olha com os olhos quase fechados, fecha eles de novo, faz aquela coisa com a boca de quando as pessoas acordam, slept, slept e vira para o lado e volta a dormir.
Quando se acende a luz do quarto quando ela já está dormindo ou qualquer coisa assim, ela entreabre os olhos, faz uma cara de indignação sofrida misturada com pavor (fazendo slept, slept) e diz.. "que que é iiissssso? que issssso?" meio olhando pra tudo como se estivessem tacando fogo no quarto. Sem falar que ela adora discursar e discutir ou até bater uma papo cabeça ou impedir minha mãe de comer doce aos berros em voz alta durane o sono. bem interessante acordar com a voz macia dela berrando no quarto.

Eu?
Aaahn, dizem que eu sou tagarela, louca, que eu tenho mania de deixar todas as minhas coisas atiradas e não gosto de estudar. :D
Ultimamente ando dormindo o tempo todo, em tudo que é lugar. E quando me acordam, sinto culpa. uma enoorme culpa. Se for fora do horário de sono, é claro. Não gosto de dormir fora de hora, me dá a sensação de que perdi uma hora do meu dia que poderia ser produtiva.
Dizem que eu sou meio consciente dormindo. Que eu falo, arrumo as coisas pra dormir e tudo. Interessante.

Isso pode ser perigoso.
Mas isso tudo é muuuito divertido. :D

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Olhares

Firme. Seu cabelo preto era grosso, liso. Sua pele morena queimada de sol demonstrava uma certa dureza. Seu rosto era rígido, com traços fortes. Mas seus olhos negros tinham uma doçura inexplicável.
Com a tristeza necesária para se fazer gentil, cada olho demonstrava uma sensibilidade extrema. O difícil de se encontrar em um homem como aquele, era um motivo para ter aqueles olhos.
Homem de poucas palavras, gestos simples, rápidos.
Ágil, bom vendedor.
Muitas pesoas, quando chegavam na venda em que ele era balconista, pensavam..
"Um bixo grosso desse, deve ser mal educado, além de vender mal!"
Mas bastava ele olhar nos olhos das pessoas durante a compra, que elas ficavam encantadas. Era como se ele tivesse dito palavras gentis, era como se ele tivesse dito alguma coisa que as fez se sentirem especiais.
Mal se recordavam as pessoas que ele, na verdade, só falara o preço e um "muito obrigado" tímido ao entregar o troco.


Leve. Seus longos cabelos castanhos jogados pra trás voavam ao vento. Uma pele macia, meio termo em questão de cor, não muito bronzeada nem muito clara. Um rosto belíssimo de traços perfeitos marcados femininamente. E seus olhos. Grandes olhos verdes, sugavam os outros olhos como um imã, profundos, magníficos. Confiantes. Quem convivia com ela, sentia-se sempre prestes a levar um tiro. Ela dominava quem quisesse com seus olhos.
Penetrava a pessoa até sua alma, parecendo radiografar seus pensamentos e seus medos.
Muitos se revoltavam cosigo mesmos quando estavam longe, quando tinham algo verdadeiro para falar pra ela e não conseguiam. Não entendiam porque.
Mas era só olhar para seus olhos e já compreendiam novamente.


Seus cabelos loiros cortados rebeldemente lhe caíam quase nos olhos, seu sorriso maroto dado de lado expressava segurança, até prepotência. Uma pele clara como leite, perfeita. E olhos sorrateiros. Azuis e aguados. Pequenos e difíceis de capturar. Ninguém que olhasse para aqueles olhos sabia o que eles queriam dizer. Não eram frios, eram escondidos. Como se ele próprio não quisesse que soubessem o que ele era, ou como ele era.
As garotas se apaixonavam perdidamente por ele. Mas ele nunca deixava seus olhos demonstrarem nenhum sentimento verdadeiro, e ele as perdia.


Seus cabelos ruivos flamejantes andavam soltos e brilhantes à luz do sol. Um pouco curtos, voavam pedidos no vento, viajando na sua própria superfície lisa. A pele rosada como pêssego contrastava com o fogo que parecia arder em sua cabeça, a boca sorridente e carnuda passava arrancando olhares. Seus olhos eram puxados e castanhos. Um olhar sapeca, que não prendia nenhum outro olhar, que não manipulava, que só estava ali para dar a quem o olhasse um pouco mais de felicidade. Um tantinho mais de adolescencia. Pois era um olhar de adolecente. Quase um olhar de criança que aprontou mais uma travessura.

Poderia eu dizer que um dia eles se encontraram e um olhar afetou o outro mudando completamente a essencia de cada um.
Mas eu não poderia dizer se esses olhares se cruzaram. Apenas posso dizer que, se um dia eles se cruzarem, nunca um mudaria a essencia do outro.
Cada olhar traz a característica mais forte de cada pessoa.
Perder isso seria como perder a própria identidade. A própria originalidade e individualidade de cada um.


"Um olhar tem em sua simplicidade
A profundidade necesária para se conhecer
a nossa própria alma."

Laura Moschoutis

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Nem a estrela guia..


Nem a estrela dalva.. alta noite já se ia, ninguém na estrada andava..

Ninguém na estrada andava, e eu tinha 5 ou 6 anos.
O cinto me machucava o ombro, eu estava dividindo o banco da frente da fiorino com a minha mãe.
O pai me dizia que quando a gente chegasse em casa, já ia ser noite. Mas eu não entendia. O sol estava alto, muito dia pra se chegar em casa só de noite.
Eu sabia que eram só três horas de Pelotas à porto Alegre e vice-versa. Como nós saímos de Pelotas pra chegar em POA, pra mim era aquilo e pronto. Eu torcia, discutia de que a gente ia chegar de dia. Lá sabia eu onde a gente tava. Vê só.. fomos pra fronteira. Vender, claro. Meu pai tinha que trabalhar. Pra me deixar feliz, ele sintonizou uma rádio castelhana no rádio do carro.. era pra eu pensar que a gente tava no uruguai..
E eu acreditei até pouco tempo atrás..
Eu ainda achava que a gente ia chegar de dia.. eu queria chegar de dia!
O que mais me lembra aquelas horas foi o som da Marisa Monte no toca fitas..
Eu ainda ouço aquilo e me lembro da estrada. Já ia anoitecendo..e eu estava errada.. Eu ia acabar chegando em casa de noite mesmo..
Não me lembro se fiquei muito triste por isso..
Eu me lembro da dança da solidão..
nenhuma pessoa sozinha ia, nenhuma pessoa vinha... nem a manhãzinha, nem a madrugada...
Tarde. Bem tarde.
Eu gostava de viajar de noite, isso eu lembro. Sempre gostei, gosto até hoje.
Nem sei porque.
Acho que tem um tipo de mistério, as estrelas.. e o campo vazio, entre as árvores.. É um tipo de medo que eu gosto de sentir..
Não sei muito não..
Só sei que eu estou vendo o clipe da Alta Noite e me arrepiando toda.
Eu nunca lembrei tão bem das sensações.
O que eu lembro mais é da dor no ombro, da Marisa Monte, da mãe, do pai, da rádio castelhana, da convicção de chegar de dia.. e de quando eu cheguei em casa, que a minha tia estava dormindo no meu quarto.. Eu fiquei muito feliz de ver ela.
Mas não me lembro de mais nada, não..
Só que no caminho que ninguém caminha, alta noite já se ia..
Ninguém com os pés na água..

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Cuide bem do seu amor..

Nossa, faz quase um mês q não escrevo nada.. aaaammm, problemas técnicos.
;]
A vida em seu estado normal de poesia extrema.
É, poesia extrema. Eu nunca escrevi tanta poesia na vida.
Vou até colocar uma aqui agora.

Cheiro.

A gente se prende,
prende-se pelo olfato.
Não sei.
Só sei que a gente sente.
Um dia ele não estava lá,
mas ela estava.
Estranho estar na sua casa sem ele.
Estranho.
Parece um tipo de vazio.
É como se o frio típico de maio que assola o sul, aumentasse.
Então ela achou o urso de pelúcia que havia dado à ele.
Ele não tinha levado.
Segurou o ursinho com toda a força.
Então, quando colocou ele perto de seu rosto, sentiu o cheiro.
Um cheiro familiar. Ele.
O cheiro dele estava naquele urso.
E era como se uma pequena chama reconfortante tivesse se acendido no coração dela.
Nem era tão grave, ele só iria passar a noite fora.
Mas ela esava lá, na casa dele, meio que querendo ficar mais perto.
Até que cansou.
Viu que estar lá sem ele não era a mesma coisa.
Era mais triste.
Era mais vazio.
Então pegou sua chave e saiu.
No meio da rua, parou de repente.
Voltou correndo.
Pegou o urso sorrateiramente e levou pra sua casa.
Iria passar a noite com ele.
O reconfortante cheiro dele.
Agora ela está usando seu moleton.
E parece que ele está a abraçando.
segurando seu amor e seus sonhos da maneira mais doce.
Pelo doce odor de quem ama e sonha junto com ela.
Pelo cheiro.


Eis que me encontro aqui sentada, com o moleton do meu namorado, embevecida pelo fato de ter escrito uma nova poesia (ou coisa parecida) em menos de 3 minutos.
Bizarro. ;]

booom, é um pouco estranho como eu gosto dele. A maneira explosiva e ao mesmo tempo calmante que eu me debruço nesse sentimento é tão intrigante.
tão nova.
tão boa.

Eu não sei explicar. É como se estivessem inflando o meu coração até eu não conseguir respirar direito. Mas é bom, não é ruim, não.
^^

"Cuide bem do seu amor, seja quem ele for..." -Te juro, Zeca, eu to tentando com todas as minhas forças. Tu sabe bem disso, não sabe? \o

TE AMO.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Alguma hora perto do meio dia....

Imagina-se um dia com "sol, vento e friozinho."
Eu não esperava encontrá-los ali, mas encontrei.
E se eles tivessem ido pra aula de informáica?
Ela ainda não saberia. Tampouco eu. Se eles tivessem ido pra aula, não teria sido tão bom, ainda que triste.
Lembrando, ainda sinto o cimento me machucando um pouco, a areia em baixo do meu All star e a parede laranja do trailer do lado. E dos preguinhos.. hehe
enquanto ela falava, eu notava como os cabelos dela eram iguais aos da minha prima. ao menos parecidos. E como ela estava sendo forte.
Ela não chorou quando eu contei.
O William do lado, ouvindo tudo. Ele não opinava, mas a sua presença era evidente.
Nessa hora, perto das onze da manhã, imagina-se de plano de fundo "I don't love you" (My chemical Romance)
A Tai não esperava. e eu sei como é difícil descobrir que mentiram pra ti, enganaram.
Traição. Pode ser considerado sim. Nós sabemos que sim.
Então eu me levanto.. em alguma hora perto do meio dia.. e escrevo com a unha na parede do trailer...
T L W
então eu pego um lápis...
Tai, Laurinha e Will
Então eu vou pra trás do trailer e escrevo 06/05/08 - terça feira- alguma hora perto do meio dia. Moscha, Tai e Will.
Quando eu cheguei do lado do trailer, eles estavam com meus lápis (com permissão) escrevendo abém coisas assim. O clima, a hora. Descobrimos que era 20 pro meio dia. ;]
Mas depois não era mais e se transformou em alguma hora perto do meio dia de novo.
Ali estava nossa marca.
Eu não sei bem porque, mas ficamos com aquela vontade incontrolável de guardar aquele momento na memória do mundo.
guardamos.
escrevemos nos cadernos, na agenda do Will..
Nem sabemos ao certo porque aquele momento era tão especial, mas era.
O vento trazia uma certa magia. Nessa hora, imagina-se "Bubbly" ( Colbie Cailat) tocando.
Aliás foi aí que começou, pois eu encontrei eles no meio da rua e fiquei cantando "solta o teu cabelo e me chama! tira o teu casaco e me amaa!!" que nem uma looouca.
Só que tocou Bubbly e eu e a Tai roubamos o MP3 do Will pra ouvir.
Então imaginem o seguinte. Sol, não pegando na gente, só na areia. algumas árvores fazendo sombras enormes. Muita gente berrando e jogando truco atrás.
Vento frio. Sol quente. Temperatura.. frizinho. Agradável.
momento profundo.
é até uma hora pra ser memorizada. ^^
"O toque do vento nos nossos cabelos.
o abraço conjunto de quem gosta de abraçar e de quem gosta de ser abraçado.
o momento do aperto.
a desilusão.
a hora de marcar ali o momento.
a promessa.
voltaremos ali no dia 06/05/09..
em alguma situação.
de alguma forma.
de um jeito ou de outro.
abraçados,
confiados,
com raiva ou com dor...
voltaremos ali..
alguma hora pero do meio dia."

"Nunca é bom ouvir isso, nunca é bom descobrir que foi enganada. Por mais que tu esteja bem..."
Taiane

sábado, 3 de maio de 2008

Na rua uma poça d'água...

Passei o dia todo limpando. eu nunca vi tanta sujeira junta, não sei daonde sai a sujeira dessa casa. hehe.
É a festa de aniversário da minha irmã mais velha. As visitas já estão chegando e eu aqui no computador isolada do mundo. Não quero ficar lá na sala olhando os assuntos de todos, quero que meu namorado chegue e pronto.
;]

Tô morrendo de saudade dele. Eu vi ele hoje, mas não sei... parece que foi ontem. Mas ontem eu não vi..
Sei láá!! é complicado.
Complicado é isso de querer estar perto de uma pessoa o tempo todo. Vai entender. a gente passa tanto tempo sozinho e achando a vida normal pra um dia do nada aparecer alguém que tu te apaixona (ou reapaixona) e pronto. Quer estar o tempo todo acompanhada.

Esse namoro é engraçado, porque eu sempre namorava morrendo de paixão, com riscos, perigos e "oh meu deus!!" o que vai acontecer???
E agora tá tudo tão estável, tão calmo, tão bom.. ;]

Bah, não sei, quero só que ele chegue duma vez.
O machucado do meu joelho parou de loquiar e tá curando, graças a deus, porque eu não aguento mais não poder dobrar a perna.. também ninguém me mandou jogar futebol mal... :]

fotografei horrores hoje, mas não estava mais tão nostálgica.. não tava tão frio.. Na verdade eu olho praquelas fotos e quase sinto cheiro de detergente. hehe
Escapei da limpeza várias vezes e fui fotografar as poças d'água que a chuva que ia e vinha deixava. Também fotografei todo o almoço. Sem falar em folhas secas molhadas, meus cachorros e folhas vivas molhadas. E mais zilhões de coisas.. Bem legal. As fotos ficaram triii boas.

Não tô muito poética hoje, não.
Acho que é efeito do alvejante.. hauhauhauahua

minhas unhas tão imprestáveis por causa da limpeza e da corda de violão rebentada que eu fiquei passando nas unhas pra me distrair..

Outra coisa surpreendente é a quantidade de terra que saiu do tapete da sala. Nossa! Penei varrendo.
Que horror... mas no final ficou limpinho. Como tudo. Dá até uma sensação boa... Mesmo com toda essa trabalheira, recompensa.

Bom, acho que vou terminando por aqui...
Sem milhares de frases poéticas... Sem encher o mundo de drama. apenas a vida. Simples como a vida.
Se bem que a vida também é poesia.
Então presumo ter escrito algo muito poéico. Sem querer. ;]

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Na rua, na chuva...

Dia um tanto chuvoso, frio..
Não se tem muito mais a se esperar do Rio Grande, né?
Amanhã tem visita aqui em casa. É tão esquisito como as pessoas ficam ativas com arrumar a sua casa quando pessoas estranhas, não moradoras do lar, estão pra chegar.
Eu limpei algumas coisas, já tô de folga.
Coisas básicas, discuti com um cara sobre homossexualismo no orkut, meu melhor amigo está aqui, e hoje tem sopa.
Simples, bem simples.
Mais tarde vou ligar pro meu namorado.
A chuva me deu vontade de fotografar. passei horas testando a câmera do meu celular. Não é tão ruim não. ^^
Parece que tudo se enche de poesia quando se fotografa em tom amarelado. Parece que o frio fica mais frio, que o vento fica mais vento e que a chuva está contando uma história nostálgica. Nostalgia.
Às vezes eu sinto que a necessidade de tirar fotos é apenas a de guardar um momento fora da memória para ser lembrado depois, para não ser gasto e poder sobreviver à barreira do tempo. Daqui a alguns anos oque vai sobrar daquele momento estará guardado no meu computador. A não ser que um vírus entre e os apague, estarão guardados pra sempre.
ah, o pra sempre. Sempre acaba, eu deveria saber disso. então, por longos anos.
Depois de um tempo, o que vai restar a nós sentir é nostalgia.
Nostalgia.
Dia de chuva, frio. fotos amareladas, sopa, namorado.
Nostalgia